FESTIVAL PARAGEM – AS Bestas, As Luas, de Elizabete Francisca com a participação de Kino Sousa
18 de agosto | 20h00
Local: Miradouro da Praia da Luz
Org.: Bóia – Associação Cultural e CM Lagos com o apoio da DGArtes/RTCP
Duração: 60 min
Entrada gratuita
Fortemente inspirada no verso «eu não obedeço porque sou molhada», da canção interpretada por Elza Soares, esta performance propõe uma representação da geografia política de um corpo não submisso através do gesto e do som. Num tempo em que tantas vozes e corpos continuam a ser silenciados, afirma o corpo como espaço de resistência, identidade e emancipação: do sexo à cabeça, da cabeça ao cosmos, do cosmos ao chão. Um possível mantra para me manter em desequilíbrio.
BIOGRAFIA:
Elizabete Francisca desenvolve o seu trabalho entre a dança, a performance, o cinema e as artes visuais, privilegiando contextos multidisciplinares e colaborativos. A sua prática artística centra-se no corpo como espaço de identidade, resistência e emancipação, explorando a relação entre intimidade, política e gesto performativo. Atualmente integra o coletivo APNEIA COLETIVA, onde continua a desenvolver uma linguagem artística assente na experimentação e na criação coletiva.
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:
Criação, interpretação: Elizabete Francisca
Música, operação ao vivo: Kino Sousa
Figurino: Carlota Lagido
SOBRE O FESTIVAL PARAGEM:
No contexto da oitava edição ininterrupta do Festival PARAGEM – Práticas Artísticas Contemporâneas em Época Balnear, que se realiza entre junho e setembro de 2026 em várias localidades — algumas delas de forma inédita, como é o caso de Lagos: bem-haja, Centro Cultural de Lagos e Município de Lagos! —, procuramos, em cada território, contextos de fruição turística e estival relacionados com o imaginário coletivo balnear.
Esta primeira extensão assentará, uma vez mais, numa programação transdisciplinar, com o objetivo de promover plataformas de acesso descontraídas e facilitadoras da aproximação à criação artística e à cultura contemporâneas no quotidiano veraneante. Pretende-se, assim, envolver o maior número possível de pessoas nas suas rotinas de férias, oferecendo, em espaços não convencionais, uma seleção cuidada, inusitada, disruptiva e surpreendente, por vezes de forma subtil.
E não somos apenas nós que o dizemos: já o disseram, em várias (circ-)instâncias, diferentes pessoas, a título individual e coletivo — entidades públicas e privadas, estruturas independentes e media. A programação integra intervenções artísticas prenhes de cruzamentos disciplinares, como instalações performativas, conferências-performance, caminhadas performativas, derivas aquáticas, passeios psicogeográficos, literatura situada, leituras performativas, performance, cinema ao ar livre, DJing e live acts em “atrações turísticas”, entre outras propostas.
O que nos continua a mover, curatorialmente, é a apresentação de acontecimentos artístico-culturais através da combinação, por vezes inusitada, entre as artes e o contexto. Sob o mote “(De) Férias no Algarve”, voltaremos a desafiar artistas multi, trans e interdisciplinares a apresentarem, criarem e reinventarem-se através de ações performativas e intervenções artísticas que respondam criativamente ao tema in situ.
Queremos proporcionar dias efervescentes em Lagos, capazes de agitar e alargar a perceção estabilizada de um destino de férias através do embate com ocorrências artísticas que surpreendam e espantem. Ao mesmo tempo, queremos contribuir para umas férias inesquecíveis para todas as pessoas.
De que estamos a falar? Apareçam e logo se verá!

