FESTIVAL PARAGEM – PUT’A CRIME de Vanda Madureira
18 de agosto | 17h00
Local: Areal da Praia da Luz
Org.: Bóia – Associação Cultural e CM Lagos com o apoio da DGArtes/RTCP
Duração: 30 min
Entrada gratuita
"Não tenho ninguém p’ra me passar o creme
O dia passou e pouco se percebe
O fumo o vazio estancado aqui
Deitada na areia logo entendi
Não tenho ninguém p’ra me passar o creme
A maré baixou, está frio e anoitece
Esvazia-se a praia, e eu fico aqui"
BIOGRAFIA:
Vanda Madureira é performer e criadora, desenvolvendo uma prática artística centrada na relação entre corpo, identidade e questões sociais contemporâneas. O seu trabalho cruza performance, presença e experimentação, explorando temas ligados ao género, à memória e à resistência. As suas criações distinguem-se pela intensidade física e pela dimensão crítica.
SOBRE O FESTIVAL PARAGEM:
No contexto da oitava edição ininterrupta do Festival PARAGEM – Práticas Artísticas Contemporâneas em Época Balnear, que se realiza entre junho e setembro de 2026 em várias localidades — algumas delas de forma inédita, como é o caso de Lagos: bem-haja, Centro Cultural de Lagos e Município de Lagos! —, procuramos, em cada território, contextos de fruição turística e estival relacionados com o imaginário coletivo balnear.
Esta primeira extensão assentará, uma vez mais, numa programação transdisciplinar, com o objetivo de promover plataformas de acesso descontraídas e facilitadoras da aproximação à criação artística e à cultura contemporâneas no quotidiano veraneante. Pretende-se, assim, envolver o maior número possível de pessoas nas suas rotinas de férias, oferecendo, em espaços não convencionais, uma seleção cuidada, inusitada, disruptiva e surpreendente, por vezes de forma subtil.
E não somos apenas nós que o dizemos: já o disseram, em várias (circ-)instâncias, diferentes pessoas, a título individual e coletivo — entidades públicas e privadas, estruturas independentes e media. A programação integra intervenções artísticas prenhes de cruzamentos disciplinares, como instalações performativas, conferências-performance, caminhadas performativas, derivas aquáticas, passeios psicogeográficos, literatura situada, leituras performativas, performance, cinema ao ar livre, DJing e live acts em “atrações turísticas”, entre outras propostas.
O que nos continua a mover, curatorialmente, é a apresentação de acontecimentos artístico-culturais através da combinação, por vezes inusitada, entre as artes e o contexto. Sob o mote “(De) Férias no Algarve”, voltaremos a desafiar artistas multi, trans e interdisciplinares a apresentarem, criarem e reinventarem-se através de ações performativas e intervenções artísticas que respondam criativamente ao tema in situ.
Queremos proporcionar dias efervescentes em Lagos, capazes de agitar e alargar a perceção estabilizada de um destino de férias através do embate com ocorrências artísticas que surpreendam e espantem. Ao mesmo tempo, queremos contribuir para umas férias inesquecíveis para todas as pessoas.
De que estamos a falar? Apareçam e logo se verá!

