CLÁSSICO EM TALHA DOURADA, pela Algarve Camerata, João Pedro Cunha e João Rocha
16 de maio| 19h00
Local: Igreja de Odiáxere
Org.: Algarve Camerata com o apoio da CM Lagos
Class. etária: M6
Entrada gratuita
Em música, um “clássico” é uma composição que se destaca pela sua excelência e atemporalidade. Neste sentido, a Algarve Camerata apresenta a 2.ª edição do Festival “Clássico em Talha Dourada”, que irá levar a cabo quatro concertos pelas igrejas do concelho de Lagos (Luz, São Sebastião, Odiáxere e Bensafrim), com programas ecléticos e abrangentes no tempo, atrativos para toda a família, tanto melómanos como iniciados. Integrando um solista por concerto, a Algarve Camerata é composta, maioritariamente, por músicos locais, pretendendo promover e descentralizar a cultura e os valores artísticos da região, bem como as múltiplas expressões de arte (pintura, escultura e arquitetura) intrínsecas aos templos onde decorrerão os espetáculos.
Este concerto reúne um repertório elegante e contrastante, cruzando dança, virtuosismo e lirismo entre o século XX e o Barroco. A Capriol Suite, de Peter Warlock, abre a noite com um espírito leve e rítmico, inspirado em danças antigas mas com linguagem moderna, cheia de cor e carácter. Segue-se o Concerto para trompete e orquestra, de Johan Baptist Neruda, onde o trompete solista — João Rocha — assume o protagonismo com brilho e cantabilidade, num diálogo vivo com a orquestra. A Suite Orquestral n.º 3 em Ré Maior, de J. S. Bach, dá corpo ao centro do programa com a sua arquitetura clara e refinamento barroco, alternando solenidade e energia. O concerto encerra com Chanson de Matin, de Edward Elgar, peça breve e luminosa que deixa um final sereno, caloroso e memorável.

