Bandeiras hasteadas nas praias de Lagos
Lagos tem quatro locais galardoados com a Bandeira Azul (três zonas balneares e a Marina), a que se soma a distinção “Praia Acessível”, presente em quatro zonas balneares. Ontem foram hasteadas bandeiras na Meia Praia, Porto de Mós e Praia da Luz (Bandeira Azul + Praia Acessível + Qualidade de Ouro + Quality Coast), assim como na Batata (Praia Acessível), marcando o arranque da campanha municipal de sensibilização ambiental, este ano dedicada ao tema “A natureza recupera onde é cuidada”.
A época balnear em Lagos decorre de 1 de junho a 30 de setembro, conforme definido na portaria que, anualmente, identifica as águas balneares costeiras, entre outras, fixando as respetivas épocas balneares. Neste concelho estão classificadas como balneares as praias da Batata, Camilo, D. Ana, Luz, Meia Praia e Porto de Mós. Mas, ontem teve início uma outra época, a da Bandeira Azul, hasteada na Meia Praia, Praia da Luz e Praia do Porto de Mós, marcando o arranque da campanha de sensibilização e educação ambiental “Lagos na Onda do Verão 2025”, este ano dedicada ao tema “A natureza recupera onde é cuidada”, em resposta ao desafio lançado pela ABAAE – Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação que convidou as entidades promotoras a abordar o assunto “Restauro da Natureza”.
Ao longo dos próximos dois meses, os banhistas vão ser convidados a participar nas atividades lúdicas, informativas e educativas que irão decorrer, alternadamente, em cinco praias (D. Ana, Meia Praia, Praia da Luz, Batata e Porto de Mós). O objetivo destas ações, promovidas pelo município em articulação com entidades parceiras e o patrocínio da Unilever, é sensibilizar residentes e turistas para a importância da regeneração da natureza e, em particular, para as questões relacionadas com a “Energia & Alterações Climáticas”, “Água, Recursos Naturais & Riscos”, “Resíduos & Poluição Marinha”, “Biodiversidade & Restauro da Natureza”, assim como a “Alimentação Saudável & Bem-Estar”.
Uma das atividades previstas, dinamizada pela SOMAR, irá recriar o ambiente do fundo do mar e o comportamento dos animais, com e sem a presença da atividade humana, prometendo suscitar a curiosidade de miúdos e graúdos e despertar consciências para a necessidade de, coletivamente, minimizarmos o impacto dessa atividade, cuidando permanentemente da natureza.
Salvaguardada, para além da vigilância em todas as praias, está a prestação de assistência através dos dois apoios de enfermagem, a funcionar todos os dias, durante a época balnear, um na Praia do Porto de Mós – assegurado pelo concessionário privado e a Cruz Vermelha Portuguesa - e outro na Praia da Luz, fruto da cooperação entre o município e a ULS – Unidade Local de Saúde. Os veraneantes podem, por esta via, recorrer aos cuidados de saúde de enfermagem na praia em situações como por exemplo insolações, quebra de tensão, picadas de peixe-aranha ou pequenas escoriações para receberem tratamento no local.
Em suma, todo um conjunto de valências asseguradas para garantir, em Lagos, uma época balnear inesquecível, em segurança, para todos e com o menor impacto ambiental possível.
Informação complementar:
- Programa Bandeira Azul
De acordo com a informação disponibilizada pela ABAAE, Portugal ocupa a 6ª posição relativa ao número de bandeiras azuis atribuídas, entre os 51 países que desenvolvem o Programa Bandeira Azul. Em Portugal, este ano, foram atribuídas no total 444 Bandeiras Azuis. Destas, 404 vão ser hasteadas em praias, 18 em marinas e 22 em embarcações ecoturísticas.Em Portugal, o Programa Bandeira Azul é desenvolvido pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação, enquanto membro da Foundation for Environmental Education, organização não-governamental e sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento sustentável através da educação ambiental. - Programa “Praia Acessível, Praia para Todos”
O Programa “Praia Acessível - Praia para Todos!” foi criado em 2004 e desenvolve-se no terreno desde 2005, no âmbito de uma parceria institucional, atualmente envolvendo a Administração Central do Estado (que reúne o Instituto Nacional para a Reabilitação, a Agência Portuguesa do Ambiente - APA, I.P. e o Turismo de Portugal, I.P.), a Administração Regional (entidades da área ambiental responsáveis pela monitorização e fiscalização dos recursos hídricos) e, ao nível da Administração Local, os municípios com praias oficialmente designadas como águas balneares, em colaboração com entidades privadas concessionárias dessas praias.
O seu principal objetivo é dotar as zonas balneares de um conjunto de condições que permitam o seu uso universal, sem que se ponha em causa a idade e as dificuldades de locomoção ou mobilidade.

