EXPOSIÇÃO “ENTRE O INVISÍVEL E O ESSENCIAL”, por Joana Varatojo e Clara Buser
18 de julho a 26 de setembro | 3.ª a sábado | 10h00-18h00
Local: Centro Cultural de Lagos – Salas de Exposições 2 e 3
Org.: CM Lagos com o apoio DGArtes/RTCP
Entrada gratuita
Inauguração a 18 de julho, pelas 17h00.
A contemplação da natureza enquanto experiência e a pintura como meditação são o ponto de partida para o desenvolvimento do trabalho visual. O trabalho não tem um carácter representativo objetivo, mas sim procura manifestar visualmente o estado subjetivo da experiência que a contemplação da natureza inspira. O encantamento puro pela cor, suas fusões e contrastes no céu, especialmente na passagem do dia para a noite, como também as formas, linhas e texturas observadas em plantas são a referência. Há uma obsessão pela transição suave e gradual entre cores e a associação de formas semelhantes (a pétala, a gota, a folha, a lágrima, o casulo e a semente).
As cores e as formas abstratas nas pinturas procuram despertar no observador um estado semelhante àquele que se conforma perante uma paisagem, ou seja, um estado contemplativo, meditativo, um estado de encantamento. Cada tela é um mantra de cor, é um mantra silencioso em que a repetição de cores e formas surge como um gesto de contemplação, uma meditação visual que convida à presença e à descoberta.
Tal como na música – onde a repetição de um som ou frase conduz à tranquilidade, também na pintura a repetição aprofunda o olhar e expande a consciência. Em tempos de aceleração constante, a repetição devolve-nos ao essencial. A arte torna-se então um espaço de pausa e reconexão, onde cada gesto e cada cor ecoam como uma oração à experiência de estar.

